Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 08/06/2021

No século XVII mundo passava pela Primeira Revolução Industrial, muitos camponeses migraram para os centros industriais, buscando trabalhos, ao se fixarem formam o que chamamos de centros urbanos. Esses fluxos persistem até hoje, vários indivíduos migram para as cidades em busca de oportunidades. Entretanto, o espaço geográfico foi se modificando, entre aqueles que podem ou não pagar habitações de alto custo no centro, acarretando uma segregação espacial, que faz com que cidadãos migrem para regiões periféricas em áreas não aptas para a ocupação.

Em primeiro lugar, a segregação espacial tem o intuito afastar camadas populares dos centros urbanos. De forma que, esse processo tem origem na destruição dos cortiços em 1903, que eram moradias populares na cidade, levando os moradores para regiões periféricas. No entanto, a desocupação desses espaços persiste até hoje, com fenômenos como a Gentrificação, que investe em melhoras em determinadas regiões para aumentar a especulação imobiliária e o custo de vida, que leva a mudança para áreas que nem sempre estão preparadas para a ocupação.

Ademais, as zonas periféricas são fruto de processos históricos e atuais, essas áreas ocupadas pelas camadas mais pobres, não são planejadas, ou seja, não têm acesso a determinados serviços, como saneamento básico, transporte e energia, além dos riscos de escorregamentos de terra que podem ser letais e longas distâncias percorridas por esses cidadãos para a metrópole, isso afeta não só a qualidade de vida dos indivíduos como dificulta o acesso a oportunidades.

Logo, é preciso que o Estado, em conjunto com os governos estaduais, controle o processo de gentrificação, por meio da fiscalização do setor imobiliário, é necessário que ocorra uma reforma urbana, para que áreas periféricas sejam avaliadas como seguras para moradias, e também em parceria com empresas privadas realize implementação de saneamento básico, serviços de transporte, energia, internet, para que assim os indivíduos tenham melhora na qualidade de vida, segregando menos e oferecendo recursos necessários para uma urbanização mais igualitária.