Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 07/07/2021
A obra “Morro de Favela” de Tarsila do Amaral retrata o surgimento das primeiras favelas brasileiras, essas se formavam devido à falta de planejamento das cidades e o alto fluxo migratório-solução para desfrutar uma melhor qualidade de vida-. Saindo desse contexto, é possível perceber que os centros urbanos brasileiros não conseguem acomodar todos os cidadãos, e a vida urbana no século XXI apresenta impasses.
De início, pode-se discutir sobre a escassez de planejamento na formação das cidades brasileiras. Uma vez que, a construção e ocupação dos centros urbanos se deu de forma acelerada e desorganazida, apesar desse processo ter início no século XVIII, é notório sua perpetuação na sociedade. Pois, como explica o geográfo Milton Santos, o processo de urbanização do Brasil aconteceu de forma rápida e sem planjamento. Por conseguinte, é indubtável que acontece um elevado processo de marginalização de indivíduos na sociedade que passam a ocupar áreas de risco e afastado dos polos mais desenvolvidos, e com isso, encaram um péssima qualidade de vida. Isso acontece, principalmente, devido à parcialidade do Estado para resolver tal problema, posto que as medidas tomadas são de caratér imediatista e não resolvem as questões de forma permanente.
Consequentemente, entende-se que embora exista um elevado avanço tecnológico e de infraestrutura nas cidades, estas não asseguram o pleno desenvolviemento do cidadão. Como no Rio de Janeiro que é uma das maiores e mais desenvolvidas cidades do país, mas abriga a maior favela do Brasil- Favela da Rocinha-, segundo dados do IBGE. Assim, percebe-se que a vida urbana no século XXI apresenta diversos impasses e a cidade não consegue abrigar todos os cidadãos, além de não conseguir oferecer qualidade de vida igualitária. Outrossim, outros impassem persistem, como consequência dos demais, por exemplo os elavados índices de desemprego, baixo nível de escolaridade, carência de saneamento, e outros. Contudo, esse cenário, certamente, precisa ser mudado.
Torna-se evidente, portanto, a urgência de acabar com os problemas. Dessa forma, cabe ao Ministério do Desenvolvimento Regional em parceria com as Secretarias de Infraestrutura criar um Plano Nacional para melhorar o desenvolvimento das cidades, elaborando, assim, projetos de construção de novos bairros planejados-distantes das áreas de riscos- com presença de instituições básicas, como escolas, e hospitais, além disto, ofercer subsídio para insdustrias se instalerem próximo a esses bairros, a fim de manter e gerar novos empregos. Para assim, todos os habitantes usufruirem de todos os direitos básicos e ter acesso a centros tecnológicos e desenvolvidos.