Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 07/10/2021

O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor Thomas Morus no século XVI - retrato uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Fora da ficção, a obra mostra-se distante da realidade brasileira na questão da vida urbana no século XXI não ser para todos os cidadãos. Mediante isso, questões como os altos custos de vida e a falta de participação do governo são fatores que participam do problema.                                  Primeiramente, é importante ressaltar que os altos custos dos centros urbanos e a baixa condição Econômica de alguns dívidas fazem parte do impasse. No filme “Os salafrários”, da plataforma Netflix, é apresentado dois irmãos que, por conta das dificuldades financeiras encontradas, são atraídos para o mundo do crime e da desonestidade. Fora da ficção, podemos observar pessoas, mais vulneráveis, que vivem em grandes metrópoles sendo pressionadas a se retirarem de centros urbanos, uma vez que, a com aproximação de grandes empresas e os grandes custos de vida nessas cidades os indivíduos acabam sendo atraídos a deixarem os centros pelos novos padrões impostos.                   Ademais, ausência de auxílio governamental para que os cidadãos mais necessitados consigam se manter nesses centros também faz parte da questão e deriva da ineficiência do poder público. De acordo com a perspectiva do filósofo John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para segurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, torna-se notório o rompimento desse contrato social, visto que, devido à baixa atuação das autoridades cada vez mais pessoas são induzidas a abandonar a área urbana e irem para locais isolados das elites presentes no país e, por consequência, comprova a falta de eficiência do governo na resolução da situação.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, cabe ao Ministério da Economia desenvolver auxílios aos mais carentes, para que possam se manter no seu local de moradia e se sintam pertencentes a sociedade, para que recebam a ajuda as famílias deverão se cadastrar no site do ministério em uma área destinada isso, criada por um técnico em informática, e mediante comprovação da situação poderão receber, por meio de um projeto de lei que deverá ser entregue à Câmara dos Deputados para, assim, tornar a vida urbana no século XXI para todos.