Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 29/04/2022
O documentário Ilha das Flores, com roteiro de Jorge Furtado, apresenta a trajetória de um tomate, desde a colheita ao descarte por uma dona de casa, até a chegada ao lixão da ilha, onde crianças disputam alimentos que nem sequer servem para os porcos, ou seja, aborda os seres humanos numa condição abaixo desses suínos. Ao longo do curta, é possível refletir sobre as desigualdades sociais geradas pelo sistema capitalista e também a ausência de políticas públicas que penduram na realidade urbana, lamentavelmente impossibilitando uma vida plena para a população segregada. Similarmente, destaca-se a precária situação das cidades brasileiras, na qual necessitam de intervenções eficazes para garantir os direitos de cada ser. Nesse âmbito, os fatores que estendem a problemática são as consequências do desenvolvimento exacerbado das tecnologias e precisamente, o desinteresse do governo em melhorias urgentes.
Em primeiro lugar, é necessário compreender que o fenômeno da globalização econômica foi acelerado a partir do século XVIII e que esse exprime o encurtamento das distâncias entre pessoas e nações, uma vez que os meios de comunicação apresentaram significativa expansão. Entretanto, como consequência prevalece a exclusão social, pois esse desenvolvimento não atinge a população de forma democrática, favorecendo o acúmulo de riqueza para os mais ricos e dificultando, assim, a emancipação social dos mais pobres. Com efeito, os cidadãos desfavorecidos possuem acesso precário aos meios de transporte limpos e à sustentabilidade urbana, características de uma pólis urbanizada e possuinte de melhor qualidade de vida. De fato, para promover plausíveis condições de vida é imprescindível o investimento na dessegregação da sociedade, porque, somente desta maneira, é viável o aproveitamento da tecnologia atual para todos os grupos pertencentes à pátria.