Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 07/09/2022
A Constituição Federal ,promulgada em 1988, foi esboçada com o objetivo de delinear direitos básicos para todos os cidadãos . Entretanto, tal prerrogativa não tem sido visto em metodologias práticas, quando se observa o crescente processo de gentrificação nas cidades brasileiras. Nesse sentido, tal situação é fruto de inúmeras chagas, dentre as quais se destacam a priorização dos interesses econômicos e a especulação imobiliária.
Em primeira análise, é importante pontuar a priorização dos interesses econômicos como principal promotora do problema. No filme “Tempos Modernos”, é retratado o processo acelerado de urbanização das cidades impulsionado pelo modelo de produção fordista e capitalista, o que facorece o processo de gentrifica-ção Fora da ficção, a realidade brasileira é semelhante, pois a priorização dos interesses econômicos acarreta no enobrecimento de determinadas regiões, fazen-do com que os moradores se deslocam de suas residências para áreas periféricas. Dessa maneira, é notório que o viés capitalista corrobora para o aumento da problemática, favorecendo a marginalização de famílias de baixa renda.
Ademais, é válido salientar a especulação imobiliária como impulsionadora do empecilho. No filme “Up- Altas Aventuras”, Carl, se sente pressionado a vender sua casa em virtude da sua ótima localização para uma empreiteira, mas que não quer, de forma alguma, se desfazer dela. Não obstante da ficção, a especulação imobiliá-ria age como fator impedidor da democratização do espaço urbano, pois à medida que cresce a compra do solo - visando o aumento do imóvel ao longo do tempo- a disponibilidade para a moradia naquela localidade decresce. Dessa forma , a popu-lação com menos poder aquisitivo migra para regiões sem estrutura, que carece de assistência a educação, saúde e segurança, fortalecendo o aumento do impasse.
Portanto, medidas são necessárias para conter a problemática. Dessarte, com o intuito de garantir a todos os cidadãos o direito à moradia, é necessário que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Cidadania, seja revertido na promoção de debates acerca das consequências do enobrecimento das regiões, com o auxílio das ferramentas midiáticas, como jornais, TV´s internet.