Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?
Enviada em 12/11/2022
A especulação imobiliária caracteriza-se por ser uma prática de compra de imóveis para vendê-los ou alugá-los posteriormente por um valor maior. Nesse âmbito, verifica-se que, de acordo com a Fundação João Pinheiro, existem mais casas vazias por causa dessa prática que brasileiros precisando de um lar digno. Desse modo, percebe-se que o Estado não conseguiu gerir de forma eficiente o processo de urbanização, o que promoveu consequências como as favelas, responsáveis por escarnar a segregação socioespacial . Por isso, é preciso encontrar meios para tornar a cidade digna para todos os seus habitantes.
De fato, a urbanização não foi bem administrada no Brasil, pois constata-se que a especulação imobiliária intensificou a segregação socioespacial. Nesse contexto, de acordo com o geográfo Marcelo Rocha, o grande números de imóveis vazios ou muito caros para serem alugados fez surgir os aglomerados subnormais, perjorativamente chamados de favelas. Sabe-se que essas habitações desocupadas poderiam abrigar dignamente essas famílias que vivem à margem das cidades. Além disso, a Fundação João Pinheiro mostra que há mais casas que pessoas necessitadas no Brasil. Portanto, infere-se que a cidade não seja igual para todos.
Além disso, de acordo com a socióloga Ana Clara Soares, obeserva-se que essas pessoas marginalizadas não recebem, ou acessam de forma precária, os serviços estatais como saúde, transporte, saneamento, educação e segurança. Isso acaba por deixar esses cidadãos sujeitos à ação de facções criminosas, milícias, doenças e má qualidade de vida, como mostrou o Estadão. Dessa maneira, vê-se que há uma carência de suporte estatal para esses brasileiros, pois é visível que as pessoas que vivem fora dos aglomerados subnormais têm um suporte governamental diferente dos periféricos, o que exprime a desigualdade na cidade.
Sendo assim, é preciso promover a qualificação de serviços públicos em bairros periféricos. Logo, o Ministério de Infraestrutura, com recursos aprovados pela Câmara dos Deputados e Senado, deve destinar verbas para os municípios da nação tornarem eficientes os serviços públicos na periferia, como a implantação do saneamento básico, por exemplo. Assim, a cidade cumpriria seu papel social com essas pessoas e elas passariam a ter uma vida mais digna.