Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 06/08/2023

Na renomada obra “O Grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, observa-se uma figura andrógina, em um momento de profunda angústia frente às mazelas sociais. Ademais o quadro tece uma crítica à sociedade atual. Paralelamente, obra causa uma profunda apreensão à sociedade brasileira. Essa situação é fruto inegável da Negligência governamental. Sendo assim, convém analisar a mentalidade capitalista e a carência infraestrutural como agentes contribuintes para o cenário supracitado.

A partir disso, cabe pautar a mentalidade capitalista acerca da falta de planejamento como principal causa do revés. Sob esse viés, de acordo com a teoria da “tábula rasa” postulado pelo filósofo iluminista, Jhon Locke os seres humanos obtêm conhecimento exclusivamente da experiência no qual todos os seres humanos nascem iguais. Contudo, é possível visualizar um inchaço urbano nas áreas centrais das cidades tal avidez é intensificada pelo estoque de imóveis na expectativa de aumentar o valor do imóvel promovendo a favelização.

Outrossim, a carência infraestrutural, fomenta a escassez. Nessa conjuntura, o geógrafo, Milton Santos na sua obra “Por uma outra Globalização”, afirma uma solução para o processo de globalização é retirar o mercado do centro e introduzir a sociedade, a carência de infraestrutura eleva a ocupação desordenada em topo de morros e áreas periféricas contribuindo para marginalização radicalizando a separação do espaço expondo os indivíduos aos riscos de deslizamento de massas, tal cenário é frequente em países de industrialização tardia.

Diante do cenário exposto, é necessário perceber que a Negligência governamental é resultado da ausência de cidades urbanas para o tecido social. portanto, o governo federal instância máxima de administração federal deve atuar por meio do Programa Nacional com distribuição de verbas públicas para cidades com macrocefalia com intuitno de qualificar áreas desqualificadas. Ademais o Ministério da Economia em parceria com empresas do terceiro setor devem promover polos de desenvolvimento econômico rompendo a polarização centro periferia. A partir de tais medidas o Brasil reduzirá as tensões e caminhará para a fuga das mazelas sociais como proposto pelo pintor.