Vida Urbana no século XXI: A cidade é para todos?

Enviada em 27/03/2024

No filme “Blade Runner”, é retratado a cidade de Los Angeles com diversas tecnologias avançadas, dessa forma, a população é dividida entre a elite privilegiada e uma classe inferior, sujeita a condições precárias de vida. Nesse sentido, tal premissa se faz presente no contexto brasileiro vigente, uma vez que a segregação socioespacial é uma questão recorrente. Logo, é preciso mencionar a ineficácia legislativa e a discrepância governamental como propulsores dessa problemática.

Sob essa perspectiva, convém enfatizar que a ineptidão de leis está relacionada a desigualdade. Nessa óptica, durante a Revolução Industrial, houve rápida industrialização e as leis não acompanharam esse crescimento. Dessa forma resultou em condições de trabalho precárias e leis trabalhistas não preparadas para a automação da economia, sendo pouco discutido e, por consequência se tornando desvalorizada até os dias atuais.

Além disso, a disparidade administrativa só agrava um impasse. Nesse contexto, de acordo com John Hawls, as políticas sociais devem ser justas, imparciais e desenvolvidas sempre preconceitos. Todavia, a aplicação de capital apenas em cidades inteligentes, enquanto áreas pobres enfrentam falta de investimento em serviços básicos, pode dar início a segregação sócioespacial.

Em suma, é necessário mudanças capazes de mitigar o impasse. Por isso o Estado, órgão responsável por formular políticas públicas, deve promover através delas o investimento em infraestrutura social. Nessa perspectiva, o intuito de tal medida é garantir melhor qualidade de vida e, consequentemente, minimizar a desigualdade social. Feito isso, de acordo com John Rawls, o estado estará promovendo políticas justas.