Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?
Enviada em 13/09/2019
Na Grécia Antiga, as mulheres eram vistas como seres inferiores, e serviam apenas para satisfazer os desejos masculinos. Atualmente, a cultura machista ainda persiste na sociedade, seja no âmbito familiar, seja em imposições religiosas da igreja católica, por exemplo. Tal atitude pode ser observada nas universidades brasileiras através das violências de gênero. Diante desse cenário, o governo, juntamente à empresas privadas deve investir em medidas que visem o enfrentamento dessa problemática.
De acordo com o pensamento do sociólogo Émile Durkheim, o meio em que o indivíduo está inserido, interfere em suas atitudes. Dessa forma, a criação humanista de uma pessoa é concedida por seus responsáveis, que na maioria das vezes seguem princípios conservadores, dos quais as mulheres são vistas como subservientes e os homossexuais como “anormais”, por exemplo. Com isso, aderindo a esse pensamento, os jovens ao ingressarem nas universidades se deparam com atitudes fora da sua ideia de normalidade, desenvolvendo atos violentos, como disseminação de frases machistas ou homofóbicas.
Ademais, a igreja católica ainda se comporta de maneira arcaica em relação aos diferentes gêneros incorporados na sociedade com o passar dos anos. Diante disso, o “desvio” do seu gênero biológico, como é o caso dos homossexuais, é considerado “pecado” para a igreja, e assim é repassado para os praticantes mais jovens, que disseminam esses princípios negativos em suas universidades, constrangendo a parcela dos alunos que integram essa classe. Consoante a isso, a população admite como “verdade absoluta” os preceitos religiosos que são impostos, considerando que todos os indivíduos devem seguir o mesmo padrão e, caso contrário, conceituam como uma falta de “Deus”. Logo, observa-se a rispidez perante os gêneros que divergem a maioria da sociedade.
Portanto, nota-se que a violência de gênero é um obstáculo a ser superado nas universidades. Nessa perspectiva, é preciso que o Governo aliado ao Ministério da Educação promova projetos informativos, como palestras com psicólogos nas Universidades Federais (UF’s) do Brasil, visando orientar os alunos sobre as consequências da violência de gênero, como a depressão. Além disso, empresas privadas que atendem o público jovem, como lojas de roupas, devem investir em propagandas publicitárias explicitando a importância do bem estar no âmbito social, em especial no acadêmico. Logo, diferente do evidenciado na Grécia, a violência de gênero nas universidades brasileiras seria dissipada.