Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?

Enviada em 16/09/2019

Era comum, no século XX, pesquisadoras terem seus artigos ignorados pela comunidade acadêmica - majoritariamente formada por homens - em razão do preconceito com as mulheres. Analogamente, é comum, nos dias de hoje, as mulheres serem vítimas de violência dentro das universidades brasileiras. Além do preconceito, tal fato ocorre devido também à falta de apoio, ofertado pelas instituições de ensino superior, ao sexo feminino.

O preconceito sofrido pelas universitárias está intimamente ligada ao machismo, que infelizmente ainda é muito presente em nossa sociedade. A realidade é que somos diariamente bombardeados por filmes, músicas ou programas de TV que trazem em si aspectos que reforçam o machismo. Dessa maneira, em concordância com o pensamento de Hannah Arendt sobre a banalidade do mal, torna-se ‘’natural’’ algumas atitudes violentas contra as mulheres, inclusive no ambiente educacional.

Ademais, a falta de apoio específico para as estudantes, prejudica o combate à violência. Isto pode ser entendido analisando-se a criação da delegacia da mulher, que otimizou o atendimento a esse público. Da mesma forma que as vítimas de crimes sentiam vergonha em se expor para um delegado, as universitárias que passam por situações de desrespeito também sentem esse constrangimento frente ao professor ou diretor.

Portanto, é perceptível que medidas necessitam ser tomadas para contornar essa situação. É necessário que o Governo Federal, por meio dos diversos veículos de comunicação, divulgue a importância da mulher na universidade. Tal divulgação deve demonstrar os grandes projetos e avanços desenvolvidos pelas universitárias, com o findo de desconstruir a falsa ideia de que elas não são capazes. Além disso, é vital a construção de centros de apoio à mulher no território acadêmico. Destarte, seria superado o infeliz cenário do século XX e as estudantes teriam, finalmente, o respeito merecido.