Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?
Enviada em 28/09/2019
No período colonial, as mulheres conquistaram o acesso ao âmbito escolar tardiamente, nessa perspectiva, a educação feminina restringia-se somente a trabalhos domésticos, de modo a desvalorizar o seu intelecto. Contudo, hodiernamente, apesar de todas as conquistas de tal grupo social, observa-se uma crescente onda de preconceitos, violência física e psicológica nas universidades brasileiras. Em virtude não só do machismo histórico, como também da inoperância das instituições em lidar com a problemática.
Mormente, é oportuno destacar que o preconceito construído historicamente contribui intrinsecamente para o impasse. De modo, que existe uma construção social machista, sob a ótica de que as mulheres são inferiores aos homens. Segundo as ideias de Pierre Bordieu, os sujeitos internalizam a dominação e naturalizam, pois, ela está inscrita nas coisas e nos corpos, assim, entende-se que o desrespeito está sobretudo ligado a perpetuação de violências que atentam contra a dignidade de certos grupos sociais. Dessa forma, lamentavelmente, as mulheres se sentem coagidas e intelectualmente menos capaz, o que favorece para tais hostilidades no ambiente universitário.
Outrossim, é válido pontuar, a inoperância governamental em propor programas de acolhimento nas instituições que dialoguem com os universitários sobre tal problema, visto que, muitos atos são ´´mascarados´´ pelo próprio meio pedagógico, o que faz com que as vítimas não denunciem por falta de apoio. De acordo com pesquisas realizadas pelo Instituto AVON, cerca de 2,9 milhões de estudantes já sofrem algum tipo de violência de gênero. Nessa lógica, é possível averiguar que infelizmente, os institutos de ensino não propõem mudanças para reverter tais empecilhos. Logo, é imprescindível a dissolução dessa conjuntura.
Portanto, para mudar essa realidade, faz-se necessário que o Ministério da Educação proponha discussões acerca da questão de gênero nas universidades, por meio de palestras e programas que tenham por objetivo encarar e entender essa realidade que possui raízes históricas do machismo, objetivando acabar com a noção de inferioridade feminina tendo como princípio a igualdade e respeito para com todos os indivíduos. Ademais, o Governo Federal deve adentrar nas instituições de ensino, por intermédio de uma fiscalização pertinente que tenha por finalidade mitigar a violência de gênero, propondo serias punições para aqueles que não respeitarem tais máximas. Dessa maneira, a problemática seria enfrentada pela nação.