Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?
Enviada em 05/10/2019
Durante o ano de 2013, o mundo conheceu a luta da jovem ativista paquistanesa : Malala Yousafzai, que defendia principalmente a igualdade de gênero nas instituições escolares, bem como o direito participativo das mulheres no referido meio. Eventualmente, ainda é nítida a persistência da violência de gênero em algumas universidades brasileiras, situação vista como inadmissível. Por consequência, é possível enfatizar a inatividade de medidas que visem reverter tal impasse, ao passo que evidenciam ainda mais a disparidade já existente no contexto atual e tornam necessárias medidas eficazes para o combate do problema em sua totalidade, especialmente no Brasil.
Em síntese, a tolerância é fruto da conscientização. Concomitantemente, Augusto Cury - psiquiatra e psicanalista- entendia que, violência gera violência uma vez que é o sinal primordial de uma sociedade com sérios problemas. Dessa forma, é possível compreender os motivos que tornam o impasse persistente, haja vista suas origens instauradas no machismo e no desrespeito à figura feminina, que tornam as universidades sinônimo de um espaço que causa medo e angústia para muitas mulheres.
Ademais, a violência gera retrocesso. Dessa maneira, apesar de tantas políticas afirmativas que visam eliminar tal impasse da sociedade brasileira, ainda é possível observar sua permanência e evidente crescimento, principalmente por refletir diretamente em outros âmbitos do meio social, como a educação e o lazer, visto que, geram traumas permanentes para suas vítimas, que perdem muitas vezes, a confiança em si. Destarte, de acordo com os dados do Data Popular, estima-se que cerca de 36% das mulheres já abdicaram de alguma atividade dentro da universidade por receio de sofrer violência de gênero, e 46% delas já se sentiram ameaçadas (fisicamente ou psicologicamente) percentual alarmante para um país com seu ensino superior em constante desenvolvimento.
A questão da violência de gênero das universidades é, portanto, produto de uma relação permanente de valores baseados no machismo e na intolerância, em contrapartida, tal impasse ganha cada vez mais espaço no que diz respeito a sua erradicação. Simultaneamente, medidas são necessárias com o fito de acelerar esse processo.Logo,as instituições escolares devem realizar um trabalho de conscientização, por meio de palestras e campanhas, com o uso de depoimentos de vítimas e o esclarecimento de dúvidas com psicólogos, a fim de modificar aos poucos a mentalidade machista de muitos e direcionar um corpo estudantil unificado e tolerante.Além disso,a Polícia Federal deve oferecer maior acessibilidade para a denúncia dos agressores, a partir da criação de uma ouvidoria online, que deve contar com policiais profissionais em prontidão o dia todo, com a finalidade de reduzir o abismo existente entre o medo e a denúncia, para facilitar sua punição,de modo a relembrar a luta de Malala pela igualdade.