Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?

Enviada em 23/10/2019

Jean Paul Sartre filosofo e escritor Frances, em uma de suas mais famosas frases diz: ”a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Em vista desse argumento percebe-se que dentro das universidades brasileiras o gênero feminino vem a cada dia sofrendo agressões sejam elas psicológico-morais e até mesmo sexuais. O uso do poder implícito por orientadores fazem com que essas vitimas se sintam intimidadas a denunciar tais atos.

Visto que a violência contra a mulher Segundo o caput do artigo 5º da lei 11.340/06,é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico (…)”. Nota-se dentro das escolas superiores onde deveria ser apenas um local para ensino e aprendizagem, e que vem se tornando cada vez mais natural o assédio, e sem tomadas de atitudes dos representantes, que em certos casos, influencia a aluna a não denunciar o ataque sofrido, “no lugar de representar segurança às vítimas, representa ameaça e medo”.

Em vigência disto, o instituto Avon promoveu em 2015 uma pesquisa onde 67% das universitárias relataram já ter sofrido algum tipo de violência (assédio sexual, desqualificação intelectual e, até mesmo, de estupro) no ambiente de estudo. Neste contexto é necessário combater até as opressões que não são evidentes, para que não sejam transpassadas para o ambiente de trabalho, causando mais danos e constrangimentos as mulheres que atuam na área.

Por fim, para compreender o pensamento de Jean Paul-Sartre sobre a violência aplicada em cima do gênero feminino é necessário que as universidades criem núcleo de acolhimento às vitimas para que possam amenizar os danos causados a elas. Além disso, o poder judiciário tem a obrigação de punir tutores e alunos acusados de agressão, no intuito de promover confiar, e diminuição do crime.