Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?

Enviada em 02/12/2019

A questão da violência de gênero no Brasil nunca teve a devida importância, visto que, desde primórdios da colonização no século XV, muitas mulheres foram objetificadas, sofrendo abuso sexual dos colonizadores europeus. E assim a história repete-se, afetando agora as universidades brasileiras, onde deveria ser um lugar propício a educação, por conseguinte, se torna uma grande preocupação as mulheres.

De certo modo, essa violência se enraizou tanto na sociedade que tornou-se imperceptível muita das vezes, mas está presente em piadas ou até mesmo olhares que acabam constrangendo as vítimas. No filme “eu não sou um homem fácil” se encontra uma realidade alternativa onde os homens assumem o papel social das mulheres, trazendo assim no longa-metragem uma reflexão de como é difícil ser mulher em um âmbito totalmente sexista, pensado somente em satisfazer ambições e desejos masculinos.

Indubitavelmente, tomar o lugar de um outro indivíduo ajuda a praticar a empatia e a melhorar relações sociais, aumentando assim a igualdade no âmbito educacional. Desse modo, a empatia análoga a teoria newtoniana - um corpo permanece em repouso a não ser que uma força aja sobre ele - é a força que vai fazer com que a situação de inércia da hostilidade nas universidades transmudem.

Sendo assim, percebe-se que para enfrentar a problemática supracitado se faz necessário que o Ministério da Educação juntamente com a Instituição Educacional crie simulações onde os alunos possam interagir sobre as situações corriqueiras que amedrontam as mulheres, fornecendo assim um momento que seja para trocar experiências afim de fazê-los refletir sobre a importância de se ter equidade social na fundação. Ademais, cabe uma maior valorização de psicólogos nas universidades para ajudar as vítimas a superarem as agressões mentais e físicas sofridas.