Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?

Enviada em 01/12/2019

Não é incomum ver, atualmente, notícias de violência contra a mulher, que, em casos extremos, até mesmo chegar à morte da cidadã, o que foi denominado de feminicídio. Tais notícias já mostraram tal situação com pessoas de diferentes condições socioeconômicas, níveis de estudo, cores e raças.

A violência contra a mulher torna-se facilitada na medida em que o homem possui, biologicamente, mais força física que a mulher. Com algumas exceções, é muito mais comum que em situações de enfrentamento, a mulher encontre-se em uma situação de fragilidade, incapaz de defender-se do sexo oposto sem fazer uso de nenhuma ferramenta. Um exemplo disso foi a advogada na região Sul do Brasil, que, a partir de uma discussão com o namorado, foi atirada de dezenas de metros de altura, o que a levou a óbito.

Outro perigo reside no fato de que o potencial agressor apenas revela seu perigo em momentos de desavença, muitas vezes em situação de intimidade do casal. Dessa forma, apenas a potencial/futura vítima tem conhecimento do perigo que corre, ocorrendo a descrença/eufemização da necessidade de vigilância por pessoas próximas. Isso desencadeia cenários onde só se tem a real noção do problema quando já é tarde demais. No caso da advogada ante exposto, o enfrentamento ocorreu no elevador do condomínio da vítima, onde, apesar de haver câmeras, tratava-se de momento pessoal do casal, impossibilitando suporte à vitima.

Portanto, além das diversas situações cotidianas onde a mulher é obrigada a ficar vigilante, há ainda situações em sua vida pessoal que podem significas chance de agressão contra. O fato de um parceiro demonstrar agressividade em situações pessoais pontuais pode ser um indício perigoso, ainda mais tomando-se o fato de que sua condição biológica normalmente o coloca em vantagem num confronto físico onde não seja possível obter ajuda, exigindo atenção também das pessoas próximas.