Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?
Enviada em 02/12/2019
A série estadunidense “you” explora uma temática bastante discutida no cenário hodierno: a questão da violência de gênero. Na obra, além do seu foco principal, que é mostrar a psicopatia de um jovem, a mulher que é perseguida pelo personagem principal, também se mostra em uma questão muito complexa, a violência, a chantagem e a chantagem que a mesma vive por conta do professor da sua universidade, algo que extrapola a ficção e se faz incisivo no mundo real feminino. Além disso, percebe-se que esse tipo de ato se faz acentuadamente presente em áreas universitárias, o que contraria as diretrizes marcados pelo teor de intelectualidade. Nesse sentido, para entender essa dúbia conjuntura, faz-se necessário discutir acerca das raízes e das práticas culturais que contribuem para a permanência da vicissitude.
É sabido que a inferiorização da mulher na sociedade é um problema estrutural com origem ainda na Antiguidade. Nossa vida acaba por sendo pautada em uma sociedade patriarcal burguesa, em que o homem é o que dá as ordens e a mulher precisa se manter submissa. Dessa forma, com o passar dos anos, embora tal concepção tenha sido aperfeiçoada e compreendida como hedionda por muitos, nota-se que os resquícios dessa visão misógina perduraram na Idade Contemporânea. Um caso que ilustra claramente essa situação, acomete a história da cientista Marie Curie que, apesar de ter possuído um intelecto excepcional, esteve às sombras de seu esposo para alcançar credibilidade, sofrendo com os efeitos do machismo em suas pesquisas.
Não obstante a essa circunstância, a frequente associação da mulher em um patamar inferior ao homem aumenta o seu preconceito vivido no ambiente universitário, o que ilustra categoricamente a falha da sociedade em enfrentar e combater a violência de gênero. Em conformidade com o pensamento do filósofo George Santayana, a falta de observação de imbróglios passados impede a possibilidade de progressos, algo observado na recorrência de casos de assédio sexual, desqualificação intelectual e, até mesmo, de estupro nesse cenário.
Desse modo, é necessário, indubitavelmente, a prática de medidas para contornar a situação. Os órgãos acadêmicos responsáveis pela direção devem trabalhar para as normas que regem o tema da violência de gênero sejam seguidas mais a risca. Com isso, o aumento da fiscalização e punição dos praticantes, tornará possível garantir uma vida acadêmica agradável para as mulheres. Também é de grande ajuda as mídias dentro das universidade promoverem cartazes e campanhas para todos os locais da faculdade, pregando a demonização e a contrariedade à essa violência, alcançando assim, o fim de repulsivos atos machistas.