Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?

Enviada em 02/12/2019

A violência de gênero está, há séculos, presente em todas as instituições sociais brasileiras, inclusive nas universidades. No Brasil, desde o final do século XIX, quando a primeira mulher ingressou na vida acadêmica, até hoje, existe uma luta constante das mulheres em busca de reconhecimento e respeito nesse espaço. Nesse contexto, torna-se necessário enfrentar e retificar esse problema.

A princípio, é importante ressaltar que a universidade é apenas uma das instituições que precisam enfrentar a violência de gênero. Isso porque ela faz parte de uma sociedade estruturada no patriarcalismo. Esse conceito, por séculos, legitimou ações como a negação da inteligência delas, além de assédios, estupros e até assassinatos. De acordo com a publicação feita no site VIX, 36% das mulheres já deixaram de cursar algo em uma universidade por causa do medo de sofrerem algum tipo de violência.

O segundo aspecto a ser ressaltado diz respeito à dificuldade que as mulheres tem de denunciar. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon em parceria com a Data Popular, quase 3 milhões de estudantes brasileiras já sofreram alguma violência de gênero na universidade. Porém, desse número, 63% das entrevistadas admitiu não ter reagido, nem denunciado. Entre os motivos para tal, está o fato de os aplicadores da lei reproduzirem os estereótipos de gênero e interpretarem de forma machista os depoimentos. Isso porque essas pessoas também foram influenciadas pela estrutura patriarcal vigente na sociedade brasileira .

Assim sendo, aponta-se a necessidade de combate à violência de gênero nas Universidades brasileiras. Nesse sentido, é fundamental que o Ministério da Educação, por meio das Reitorias dos centros Universitários, atue no sentido de elaborar campanhas e ações destinadas ao combate à discriminação e à inclusão da mulher no meio acadêmico, visando à preservação da integridade feminina, da igualdade entre os gêneros e à manutenção do potencial intelectual do Brasil.