Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?
Enviada em 02/12/2019
Desde antigamente já era comum que a mulher fosse tratada de forma inferior ao homem, visto que apenas o homem podia estar em cargos políticos, apenas o homem podia sair para caçar, apenas o homem podia ter a vez de falar em eventos sociais e quanto a mulher, lhe restava os afazeres domésticos, cuidar dos filhos e satisfazer os homens. No entanto, revoluções ocorreram ao longo da história e com isso a mulher ganhou inúmeros direitos, sejam eles direito ao voto, direito a empregos iguais e mesmas oportunidades. Todavia, ainda existem resquícios de machismo na sociedade, e em alguns casos eles se manifestam em universidades, que deveriam, em teoria, ser um local seguro a todos, independente de seu sexo.
A Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil publicou em 2012 uma pesquisa realizada por meio da internet e anonima entre alunos de Universidade. De acordo com essa pesquisa, das alunas, 56,3% sofreram algum tipo de violência e 9,4% sofreram violência sexual desde seu ingresso na universidade; 29,9% dos homens declararam ter perpetrado algum tipo de violência; 11,4% violência de gênero e 3,3% violência sexual.
Esse quadro é grave, pois para que os alunos consigam ter um bom desempenho em seus estudos, é necessário que os mesmos estejam em boas condições físicas e mentais para que assim consigam focar seus esforços apenas em suas atividades para que dessa forma, seja possível que alcancem as melhores notas possíveis. Porém, isto não é possível se as alunas estiverem boa parte do seu tempo preocupadas com sua segurança pessoal e aflitas emocionalmente com a constante sensação de perigo.
Logo, é possível ver que a violência de gênero não trás somente traumas e situações em que as mulheres são agredidas ou deixadas em estados desconfortáveis, a violência de gênero está atrapalhando diretamente essas estudantes, portanto, é necessário que sejam tomadas as devidas medidas do estado para intervir nessa situação a fim de proteger os plenos direitos das mulheres e sua liberdade individual, bem como seus direitos a educação e suas condições de paz no ambiente universitário.