Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?
Enviada em 02/12/2019
Na série da Netflix “13 reasons why” ha discussões sobre diversos temas, entre eles a diferença de gênero está presente. No seriado, os adolescentes, dentre eles a protagonista, sofrem tanto violência sexual quanto física e psicológica, essa ideia ultrapassa o mundo da ficção e se faz presente na realidade dentro das universidades.
Para compreender essa violência de gênero é necessário discutir sobre as raízes culturais. Primeiramente, é necessário compreender a origem da mentalidade patriarcal e preconceituosa que continua no século XXI. Sob esses víeis, no contexto do Brasil Imperial segregava e negava o direito à educação para as meninas, enquanto ocultava abusos domésticos. Dessa forma, o sexo feminino tardou adentrar o mundo universitário e a realidade de violência contra a mulher se refletiu no âmbito estudantil, assim como homofobia e o racismo. Nesse cenário, percebe-se um descanso com o respeito ao próximo e a dificuldade de compreender as diferenças.
Hagel, filósofo idealista alemão, propôs que o convívio seria sintetizado através do indivíduo que, por sua vez, deveria obter a consciência de si e do próximo, a fim de garantir uma sociedade pautada no respeito e na compreensão nas diferenças. No entanto, esse pensamento não se concretizou e o espaço universitário se tornou um retrato de uma mentalidade arcaica e discriminatória. Desprende-se, portanto, que haja a implementação do idealismo de Hagel nas instituições de ensino, a fim de promover o respeito às diferenças. Logo, incumbe ao Ministério da Educação (MEC), através de palestras e brincadeiras ao público infantil, proporcionar o ensino e normalizar a diversidade, com intuito de impulsionar o respeito aos demais. Com isso, essas ideias contribuirão para uma sociedade igualitária com aceitação a todos e todas.