Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?

Enviada em 02/12/2019

De acordo com a Constituição brasileira, promulgada em 1988, é direito de todos os cidadãos, sem qualquer distinção, o direito a segurança. Contudo, este cenário não é respeitado nas universidades brasileiras no que tange ao sexo oposto. Isto se dá, principalmente, pelo baixo enfoque do tema na educação familiar, bem como nas redes de ensino. Sendo assim, é necessária uma mudança de postura da sociedade brasileira para acabar com os problemas de violência de gênero nas universidades.

Em primeiro lugar, é preciso falar da educação das crianças que, na maioria das vezes, não são ensinadas sobre o respeito mútuo entre gêneros e, principalmente, que os direitos existentes são válidos para todos igualmente. Nelson Mandela disse que ninguém nasce odiando o outro pela cor ou pelo gênero. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, então elas podem ser ensinadas a amar. Esta fala demonstra a importância do ensino familiar na formação do caráter do cidadão, uma vez que, se estes forem ensinados a tratar o sexo oposto de maneira igual, sem desvantagens, os direitos e o espaço do seu próximo sempre serão respeitados.

Outrossim, que merece destaque é a recente série da plataforma Netflix, “13 reasons why”. A trama apresenta o suicídio de uma jovem estudante, a qual é vítima de estupro ocasionado por um rapaz da mesma sala de aula. A estudante chega a relatar o fato ao diretor da escola, porém ele não a ajuda. Diante deste cenário, infere-se a importância da não omissão neste assunto por parte da direção das redes de ensino. Dados da polícia revelam que cerca de apenas 10% das mulheres apresentam queixas sobre relatos de violência, o outro restante, na maioria dos casos, continuam sendo vítimas, pois não acreditam que receberão atenção e ajuda eficaz