Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?

Enviada em 14/03/2020

A Constituição Federal de 1988, assegura que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade. No entanto, a violência de gênero nas universidades infringe esse direito básico. Desse modo, deve-se analisar a continuidade da cultura patriarcalista e, também, o machismo presente na esfera acadêmica.

Em primeira perspectiva, é importante destacar a conservação dos costumes patriarcais na sociedade brasileira. Nesse viés, patriarcado é definido como um sistema social em que homens adultos mantêm o poder primário e predominam em funções de liderança política, autoridade moral, privilégio social e controle das propriedades. Como consequência, as mulheres são concedidas como inferiores, o que fica sujeitas as diversas forma de violência de gênero nas universidades do país.

Ademais, salienta-se como fator de aumento dessa violência o machismo no âmbito acadêmico. Nesse contexto, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Avon em parceria com o Data Popular, afirma que mais de 65% das alunas já sofreram algum tipo de violência no ambiente das universidades. Desse modo, é notório que medidas devem ser tomadas para inibir essa prática presenta nas universidades brasileiras.

Torna-se evidente, portanto, mediante os fatos expostos, que providências devem ser tomadas para enfrentar a violência nas instituições de ensino superior.  Destarte, o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, deve promover campanhas midiáticas nos meios de comunicação social, com intuito de conscientizar os alunos do ensino superior sobre os problemas da violências nesse meio, bem como detalhar os medidas que deve ser tomadas caso haja algum tipo de violência. Outrossim, o Poder Legislativo, deve criar lei que obrigue  as instituições de ensino a investigar os casos de violência e encaminhar para autoridades competentes, sobre risco de perder alvará de funcionamento caso não seja comprida. Assim, enfrentará esse problemas e garantirá a igualdade.