Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?

Enviada em 14/04/2020

As academias surgiram no século V a.C. na Grécia, como locais para que cidadãos pudessem adquirir conhecimento, a princípio sem distinção entre os alunos. Séculos de desenvolvimento depois, ela culmina no que é conhecido hoje como universidade, apesar de seu início, ela tem se mostrado como um palco de violências o que pode ser evitado promovendo-se atividades de integração e parando-se de falar sobre gênero.

Em primeiro lugar é de suma importância compreender que esse último é uma “discussão binzantina”. Dessa forma, por exemplo, pouco importa a um foguete saber se seu criador é homem, mulher ou afins, mas sim se os cálculos para seu lançamento estão corretos. Sendo assim, dar espaço para este tipo de debate nas universidades acaba gerando distinções entre os alunos, que por meio do conhecimento dos diferentes tipos de gênero acabam fazendo distinções entre si, prejudicando seu aprendizado. De fato, discussões desse teor podem ser feitas, mas não dentro das instituições de ensino, porque seu debate causa ainda mais diferenças entre os alunos.

Entretanto, as salas de aulas nada mais são do que reflexos da sociedade, ou seja, problemas que existem na comunidade também existirão dentro dela. E com isso, os preconceitos com os gêneros revivem-se num ambiente enclausurado, cansativo e cheio de pessoas, que acaba configurando o local ideal para que os grupos historicamente mais afetados, como o das mulheres, continuem sendo vítimas de esteriótipos e preconceitos. Para acabar com isso, é necessário que haja um meio de integração entre pessoas, que por meio de laços afetivos e empáticos, passem a agir sem distinções entre gêneros.

Conforme evidencia-se, é necessário que o MEC, por meio de verba, crie uma nova ementa curricular que exclua qualquer tipo de diferença entre gêneros, fazendo assim as diferenças impostas pela sociedade não sejam empecilhos diante do aprendizado. E ainda, deve-se adicionar atividades extracurriculares optativas para os alunos, que os façam interagir entre si. Assim sendo, é possível construir uma sociedade em que todos os cidadãos sejam aceitos assim como na Grécia, deixando de lado paradigmas que impedem o desenvolvimento da sociedade como um todo.