Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?

Enviada em 05/05/2020

“Till It Happens to You”, música da cantora Lady Gaga, remete ao assunto de estupro em festas, onde os homens acham que têm direito sobre o corpo da mulher. O machismo enraizado estruturalmente na sociedade ajuda aos agressores a continuarem pensando dessa maneira e cometendo  violências contra mulheres. Nesse contexto, deve-se analisar as causas, consequências e possível solução para esse impasse.

Em primeiro lugar, é valido lembrar que já nas primeiras leis da Grécia, a mulher não era considerada uma cidadã e por isso não podia votar, permanecendo assim até 1932 no Brasil. Por isso, em consequência desse patriarcado, o homem sempre teve poder sobre a mulher. Esse fato é algo inadmissível que deve ser abolido.

Por conseguinte, em 2018, o Brasil registrou cerca de 180 estupros por dia. Logo, é comum que duvide-se da palavra da vítima, fazendo com que o agressor seja liberado e, futuramente, com que ocorra mais casos desse abuso. Além disso, em 2016, chegou a ocupar o 16º lugar no ranking da violência mundial. Algo muito preocupante para a convivência social.

Portanto, o Ministério da Educação em conjunto com as instituições, poderia proporcionar palestras, desde o ensino fundamental, sobre direitos humanos, respeito ao próximo e explicando, de forma didática, os malefícios da violência. Sendo assim, quando os indivíduos ingressassem à Universidade, não realizariam nenhum tipo de violência, como vem acontecendo atualmente e, entenderiam que não possuem nenhum direito sobre o corpo feminino. Ademais, nas instituições de ensino superior, poderiam implementar sistemas de apoio às mulheres para que possam denunciar adequadamente, sendo acolhidas e sentindo-se seguras.