Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?
Enviada em 06/05/2020
O papel da mulher na sociedade
“O homem é o lobo do homem”. A frase citada pelo filósofo Thomas Hobbes expressa a capacidade destruidora do ser humano com outros de sua própria espécie. Tal citação, pode ser contextualizada pelo feminicídio que é presenciado na sociedade brasileira, acompanhado pela justiça federal e pouco explícito na mídia nacional. Visto isso, muitos casais acabam aderindo à ideia do tradicional papel da mulher na sociedade, causando uma errônea influência de pensamentos na próxima geração, que frequentará escolas e faculdades.
Jout Jout, uma grande influenciadora digital, postou um vídeo com o título “Não tire o batom vermelho”. Tal vídeo, evidencia a história de uma mulher que se maquiou para sair com seu namorado, o qual balançou um pano em seu rosto e mandou tirar o batom vermelho, pois parecia uma prostituta. Esse tipo de acontecimento, infelizmente, é comum entre alguns casais, onde o homem submete sua parceira às suas vontades, ignorando o artigo publicado sobre os Direitos Humanos, que faz jus à liberdade de expressão, independente do gênero. Esse comportamento, se deve à falha da cultura brasileira que, por muito tempo, reprimiu a mulher por ser um “sexo frágil”. Contudo, a situação foi inicialmente cessada durante o governo de Vargas, que deu às mulheres o direito ao voto.
Entretanto, a violência da mulher nas universidades brasileiras, decorrente do impacto da errônea cultura nacional, está aumentando diáriamente. Visto isso, o Instituto Avon realizou uma pesquisa mostrando que, aproximadamente 2,3 milhões de universitárias já sofreram algum tipo de abuso no ambiente de graduação e nas festas de faculdade. Com o objetivo de aumentar a integridade dos alunos, tais eventos trazem mais a saciação dos prazeres carnais do homem, do que a saúde psicológica da mulher. Consequentemente, abrirá espaço para o aumento da quantidade de abusos devido à carência de vigilância da faculdade, e alimentará a cultura machista, que muitos lutam para cessar.
Portanto, o governo deve impor instituições de apoio à mulher nas universidades do Brasil, por meio de legislações e campanhas para divulgar tais imposições nas faculdades. Só então, o feminicídio irá diminuir tanto nas universidades, quanto na população em geral. Dessa forma, a cultura será impactada positivamente na igualdade de gênero e na liberdade de escolha entre os casais e, abrirá espaço para uma ideia generalizada sobre o princípio básico de convívio social, o respeito.