Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?
Enviada em 11/06/2020
Desde o início de sua formação histórica, a nação brasileira vivenciou e “sustentou” diversos tipos de segregação social, tais como a de gênero. Com isso, é notável que o país desenvolveu-se baseado em dogmas discriminatórios, os quais se associam – geralmente – à exclusão feminina das camadas “intelectuais” das organizações comunitárias. Tal fenômeno é perceptível no âmbito universitário, “fruto” de heranças estruturais vigentes na sociedade moderna e dos lamentáveis resquícios do patriarcalismo na atualidade. Por isso, é imprescindível o combate à essa “ultrapassada” conjuntura – danosa ao progresso humano.
Nessa perspectiva, é necessário destacar o papel das estruturas sociais - herdadas da formação citada - como fator primordial para a continuidade do preconceito de gênero nas Universidades. Iniciada em períodos de grande dominação da Igreja Católica, a gênese da sociedade luso-americana foi baseada nos alicerces da “fé cristã”, a qual conduzia, veementemente, a submissão frente à supremacia masculina. Dessa forma, a característica hierárquica de “sexo” presente nas comunidades antigas perpetuou-se durante os anos, fato que consolidou a ideia de superioridade varonil. Assim, é notório que esse resquício histórico e cultural é o precursor da segregação universitária apresentada.
Em consonância, há que se ressaltar os impactos significativos do modelo de organização patriarcal – dominante nas sociedades passadas. De fato, as comunidades humanas antigas concerniam às mulheres funções “inferiores” aos padrões masculinos. Tal viés é explicitado ao observar-se os grupos com direito ao voto na nação, o qual foi concedido ao sexo feminino apenas em 1934, 110 anos após a institucionalização do “parlamentarismo” no país. Por conseguinte, a idealização secular de superioridade dos homens tornou as conquistas feminais um aspecto “malquisto”, contexto que reverbera as inaceitáveis discriminações no ensino superior brasileiro.
Portanto, as violências de gênero visíveis nas faculdades nacionais são os resultados de desenvolvimentos históricos segregacionistas e patriarcalistas, o que precisa ser combatido. Nesse sentido, é imprescindível a atuação do Estado, junto às instituições familiar e escolar, por meio da promoção de aulas socioeducativas – nos colégios públicos e privados – acerca da necessária igualdade entre os direitos masculino e feminino. Isso acontecerá semanalmente, de modo a discutir e disseminar o respeito - por meio de vídeos, depoimentos, etc. - desde a formação infanto-juvenil. Dessa maneira, as sociedades futuras poderão garantir o acesso seguro das mulheres às universidades, “rompendo” os paradigmas supracitados.