Violência de gênero nas universidades brasileiras: como enfrentar esse problema?

Enviada em 09/07/2020

Na série estadunidense Grey’s Anatomy a personagem Jo Wilson muda de nome e de cidade para não ser encontrada por seu agressor e ex-marido Paul Stadler. Fora da ficção, a violência de gênero é um impasse social que está presente em diversos ambientes, inclusive nas universidades. Pensando nisso, para combater esse problema faz-se necessário apontar suas causas, como, a cultura machista e a falta de segurança em espaços acadêmicos.

Em primeira análise, o androcentrismo é um comportamento encontrado em vários períodos da história do homem, bem como na Antiguidade Clássica, na Cidade-Estado, Atenas. Nela mulheres não eram consideradas cidadãs, eram impedidas de transitar em espaços públicos desacompanhadas de um homem. Assim sendo evidente a indispensabilidade da desconstrução dessa forma de pensamento arcaico que interfere nos direitos e na autonomia destas.

Além disso, fornecer um recinto seguro dentro dos campus universitários é parte fundamental da solução a ser construída. Segundo o site de pesquisa, Vix, mais de um terço das estudantes entrevistadas tem receio de sofrer algum tipo de ataque dentro da faculdade, seja de forma moral ou abusos físicos. Portanto, manter os locais bem iluminados, implementar câmeras de monitoramento, vigilantes para auxiliar na proteção e um canal de ouvidoria de denúncias e apoio às vítimas é essencial.

Em suma, institutos educacionais devem ser referência de pluralidade e respeito às diferenças. Logo, o Ministério da Educação deve destinar verbas para a criação de palestras, campanhas didáticas em todos os níveis educacionais, desde a pré-escola até o ensino superior, afim de promover a conscientização dos jovens sobre a igualdade de gênero. Como também investir na infraestrutura dos prédios e o policiamento das escolas afim de assegurar a integridade física das alunas e funcionárias. Somente assim é possível criar uma sociedade mais justa e segura onde as mulheres possam ter a mesma voz que os homens perante o mundo.