Violência financeira contra idosos

Enviada em 08/10/2021

Durante as transformações culturais ocorridas no Ocidente, o idoso adquiriu uma figura de respeito, muitas vezes sendo associada à sabedoria. No entanto, a violência financeira cometida contra esse grupo expõe a degradação desses valores, a qual é fomentada pela desinformação e pela desigualdade social, que gera atitudes egoístas. Assim, hão de ser analisadas as causas formadoras desse cenário.

Em primeiro plano, deve-se ressaltar como o baixo nível educacional, aliado à desinformação, dos idosos facilita que a violência financeira seja cometida. Nesse viés, o desconhecimento de ferramentas técnicas e de conceitos básicos do meio financeiro - como a utilização do caixa eletrônico, por exemplo - promovem a manipulação por terceiros a partir de contratos duvidosos e extorsão. Desse modo, tal contexto exemplifica como a ausência da ’educação libertadora’, defendida por Paulo Freire, corrobora o ciclo de injustiças presentes na sociedade.

Ademais, cabe analisar o papel da desigualdade social e da mentalidade brasileira na promoção dessa violência. Dessa forma, de acordo com a obra ‘O Homem Cordial’ de Sérgio Buarque de Holanda, a sociedade brasileira encontra-se regida pelo egoísmo por meio de ideais individuais. Por conseguinte, a ganância financeira move os indivíduos para a exploração de setores mais frágeis da sociedade, como os idosos, a fim de enriquecerem. Doravante, é no combate à desigualdade social que tal violência será extinta, com a promoção de uma boa qualidade de vida a pobres e ricos.

Destarte, é função do Ministério da Educação a formação de idosos conscientes das diversas ferramentas financeiras existentes por meio da produção de vídeos interativos nas redes sociais. Além disso, é papel do Estado a promoção de uma maior igualdade civil que independa dos lucros financeiros por meio da criação de um programa de renda mínima a todos. Nesse viés, todas essas medidas terão como finalidade a extinção dessa realidade da violência financeira contra os idosos e atingir a harmonia social. Logo, a figura respeitada do idoso será condizente com a realidade.