Violência financeira contra idosos

Enviada em 14/10/2021

O filme “ Eu me importo”, de J Blakeson, retrata a história de uma vigarista que com poderes de guardiã legal de idosos se encarrega de despojá-los de seus bens. Fora das telas, infelizmente, essa situação é recorrente na sociedade onde familiares ou pessoas próximas se aproveitam da idade avançada de seus parentes ou conhecidos para violentá-los financeiramente. Nesse sentido, devido à falta de conhecimento das novas tecnologias os idosos se tornam alvos fáceis para golpes, o que pode causar instabilidade financeira ou até falência. Faz-se imperioso, dessa forma, a discussão acerca desse tema com o intuito de zelar pela segurança financeira dos idosos.

Em uma primeira análise, é lícito pontuar que é mais difícil para os idosos se acostumarem com os rápidos avanços da tecnologia. Nesse contexto, segundo o inventor da Apple Steve Jobs “ A tecnologia move o mundo”. A partir desse pressuposto, nota-se que a tecnologia também “move” as ações financeiras e a maioria dos idosos têm dificuldade para executar essas atividades, o que abre um leque de possibilidades para familiares ou pessoas próximas que querem se aproveitar dessa fragilidade. Ademais, a dificuldade de entender boletos e informações nas contas financeiras levam diversas agências a cobrar prestações a mais à idosos. Assim, o obstáculo criado pela tecnologia é uma das várias causas que levam à violência financeira contra idosos.

Nesse viés, problemas relacionados à dinheiro são as principais consequências desses atos cometidos contra os idosos. Nesse ínterim, Newton em sua terceira lei afirma que toda ação gera uma reação. Dito isso, ao cometer violência financeira o indivíduo poderá estar usufruindo da única fonte de renda de um idoso o que pode levar a uma situação de instabilidade financeira ou até a falência. Além disso, com a fonte de riqueza sendo usufruída por terceiros, o longevo não poderá utilizá-la para o investimento em consultas médicas ou em compra de remédios que ajudarão na manutenção da saúde. Desse modo, ao ser violentado o avelhantado não estará somente com prejuízo financeiro, mas também na saúde.

Depreende-se, portanto, que devido à falta de conhecimento das novas tecnologias os idosos se tornam alvos fáceis para golpes, o que pode causar instabilidade financeira ou até falência. Logo, é maiúsculo que o Ministério da Educação desenvolva cursos de tecnologia e atualidades para idosos, por meio de aulas gratuitas disponibilizadas em domicílio, com o fito de ensiná-los a entender e aprender a realizar atividades em plataformas digitais e em bancos por conta própria.