Violência financeira contra idosos

Enviada em 20/10/2021

O romance filosófico “Utopia” criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI - retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante á violência financeira contra os idosos, problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável não só em razão da falta de informação, mas também da falta de proteção em meios tecnológicos. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.

Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que a carência de investimentos em educação e adaptação a tecnologia aos idosos deriva da ineficácia do Poder Público, no que concerne à criação de mecanismos, os quais coíbam tais recorrências. Sob a perspectiva do filosofo contratualista John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no cenário hodierno brasileiro, visto que, devido à baixa de atuação das autoridades, uma vez que quando as vitimas não tem domínio da tecnologia, se tornam ainda mais alvos fáceis de serem aplicados golpes. Destarte, fica evidente a ineficiência da máquina administrativa na resolução dessa situação caótica.

Além disso, a carência de uma proteção eficaz e de fácil acesso em meios tecnológicos apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com a série Black Mirror, que mostra em certos episódios o quão essencial, mas ao mesmo momento tão frágil a segurança tecnológica pode ser. Tal conceito abordado é materializado no Brasil, haja vista que os mais velhos não certamente não tem o domínio majoritário da tecnologia o que, consequentemente, torna-os frágeis as tentativas de violências financeiras. Logo, tudo isso retarda o combate á violência financeira contra os idosos já que falta de interesse publico em combater essa mazela da sociedade contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol da diminuição da violência financeira assim, cabe ao Congresso Nacional, mediante o aumento do percentual de investimento, o qual será proporcionado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ampliar a segurança, por meio de palestras ministradas por profissionais especializados na área como mestres doutores em segurança e tecnologia da informação, com objetivo de cauterizar os danos que já foram causados e evitar novas ocorrências. Dessa forma, poder-se concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade brasileira.