Violência financeira contra idosos
Enviada em 18/10/2021
No livro “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, tal produção artística não se distancia da realidade brasileira quando se trata de crueldade monetária contra idosos no Brasil. Sendo assim, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraiza na insuficiência legislativa e no individualismo.
Nesse cenário, deve-se ressaltar a falta de ações governamentais como contribuinte do empecilho. Nesse sentido, tal problema vem se permeando na sociedade e culminando uma série de consequências, a exemplo disso, são os casos de estelionato contra idosos que podem vir da família ou até de Instituições. Desse modo, segundo o Contrato Social do filósofo John Locke, cabe ao Estado fornecer medidas que garantem o bem-estar coletivo. Contudo, infelizmente, é evidente que tal benefício oferecido não é direcionado para todos quando se observa a violência financeira causada no ancião. Logo, é perceptível a insuficiência legislativa para com o tema.
Ademais, é fundamental apontar o egoísmo como impulsionador do impasse. Nesse viés, na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defendeu que uma sociedade atual é fortemente influenciada pelo individualismo. Desse modo, em sua tese é notório de forma específica que na realidade brasileira, no que tange à agressão monetária. Essa liquidez que influi sobre a questão da brutalidade finaceira funciona como um forte tabu para sua resolução.
Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver os obstáculos. Dessarte, o Ministério da Justiça, com seu poder judiciário, por meio de verbas federais, deve promover debates políticos em benefício da sociedade e das pessoas com idade avançada, aumentando a pena para indivíduos que pratiquem atos ilegais contra a lei em relação ao roubo monetário contra idosos, com a finalidade de desestilmular a realização do crime. Assim, estabelecendo uma sociedade legítima, em que o Estado cumpre o seu Contrato Social, tal previsto por John Locke.