Violência financeira contra idosos
Enviada em 11/10/2021
O filme “Eu me importo”, estrelado por Rosamund Pike, retrata a história de Marla Grayson, uma renomada guardiã legal de idosos, que se aproveita da vulnerabilidade de seus clientes para aprisioná-los em asilos e em instituições psiquiátricas para, assim, apropriar-se dos patrimônios deles. Fora da ficção, a violência financeira se faz presente na vida de muitos brasileiros da terceira idade. Nesse contexto, familiares, conhecidos e até mesmo instituições se aproveitam da confiança e da falta de informação dos anciões para ter algum benefício.
Sob esse viés, é visível que indivíduos maus intencionados encontraram nos idosos um alvo mais fácil e atrativo para aplicarem golpes. Isso ocorre porque os cidadãos mais velhos possuem reservas e maior facilidade em adquirir créditos e empréstimos, aliado ao fato que são mais fáceis de persuadir, de conquistar confiança e de incapacitá-los. Nessa perspectiva, na produção cinematográfica supracitada, Marla juntamente com com médicos e juízes corruptos interditam as pessoas com mais de 60 anos, que possuem algum patrimônio, e passam a ter controle jurídico e financeiro sobre eles. Além disso, em algumas instituições bancárias, os funcionários tendo conhecimento das movimentações nas finanças, oferecem empréstimos nos quais os anciões não necessitam e nem têm conhecimento pleno a respeito. Desse modo, é preciso proteger as vítimas a partir do combate desses atos.
Além disso, a carência de informações acerca dos direitos dos idosos contribuem para a dificuldade de combater e prevenir os crimes às finanças deste grupo. Nesse sentido, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento em relação ao mundo. Assim, sem o conhecimento sobre o Estatuto do Idoso- que prevê como crime a apropriação de bens, pensões e rendimentos dos indivíduos mais velhos em prol do benefício de terceiros, além da retenção do cartão do benefício previdenciário para o pagamento de dívidas-, por exemplo, as vítimas não reconhecem quando estão em um momento de ameaça financeira. Desse modo, manter a terceira idade informada quanto aos seus direitos e às maneiras de prevenir é a principal forma de reduzir esse tipo de violência.
Entende-se, portanto, que a informação é o principal caminho para reduzir a violência financeira contra os idosos. Posto isso, os meios de comunicação devem divulgar o conhecimento para a Terceira Idade, por meio de vídeos educativos, na televisão e nas redes sociais, que divulguem as conquistadas do Estatuto do Idoso, bem como campanhas publicitárias que informem como prevenir esse crimes, a fim de permitir que as pessoas mais velhas se mantenham alerta e sabiam como agir para evitar que sejam enganados. Somente assim, a violação das finanças dos anciões correrá apenas na ficção.