Violência financeira contra idosos

Enviada em 08/10/2021

Na Grécia Antiga, o conceito de cidadão era extremamente restrito e excluía mulheres, idosos e crianças, portanto, esses ficavam vulneráveis às decisões de uma minoria. Atualmente, apesar de o conceito de cidadania incluir os idosos, esses ainda são desrespeitados e sofrem com diversas formas de abuso. Desse modo, é possível observar que a violência financeira tem crescido nos últimos anos, além de ser cometida por instituições bancárias, as quais deveriam prestar auxílio aos idosos.

Em primeira análise, deve-se salientar que o índice de violência financeira contra os mais velhos tem crescido exponencialmente. Segundo dados da Central Judicial do Idoso, os abusos monetários representam quase 31% dentre todos os tipos de violência sofridos pela terceira idade. Isso ocorre, pois, estando expostos à golpes através de interpretações complexas, coações e outras formas de opressão, os idosos são enganados por instituições, familiares e conhecidos. Por consequência, os crimes passaram a ocorrer com mais frequência, principalmente, pela internet.

Ademais, em muitos casos, os ataques são feitos com a colaboração de instituições financeiras. O filme “Eu me importo” conta a história de uma idosa que, devido à sua avançada idade, foi convencida por uma jovem a transferir-lhe todo seu dinheiro, situação que foi permitida pelo banco. Dito isso, é possível notar o excessivo desamparo dos idosos em relação às questões monetárias, os quais não têm nem a proteção das entidades bancárias, nem do governo.

Torna-se evidente, portanto, que a violência financeira é extremamente danosa à população idosa brasileira. Desse modo, o Ministério da Fazenda deve promover a proteção bancária desses, por meio de leis que assegurem os direitos inerentes à essa parcela da sociedade, além de uma maior fiscalização dos bancos, com o objetivo de protegê-la. Assim, a partir dessas medidas, será possível garantir a preponderância da cidadania dos mais velhos.