Violência financeira contra idosos
Enviada em 11/10/2021
Em um dos episódios da animação norte-americana, “South Park”, o avô do personagem principal é financeiramente enganado por uma loja de jóias e, o protagonista, na tentativa de reembolsar o idoso, descobre que tal negócio é especializado no lucro sobre pessoas vulneráveis. Entretanto, a problemática não ocorre apenas na ficção, posto que a maioria dos indivíduos da terceira idade brasileira desconhecem de termos contratuais e de tecnologias financeiras.
Primeiramente, é de suma importância destacar as consequências da taxa de escolaridade entre idosos ser menor do que das gerações seguintes. O termo “analfabetismo funcional” retrata cidadãos que, apesar de reconhecerem palavras e números, são incapazes de compreender textos simples. Logo, indivíduos que carecem de ensino básico são mais proposensos à não interpretar um contrato corretamente, ficando dependente da palavra do outro negociante. Deste modo, ocorre a violência financeira, uma vez que o intermediário pode enganar o idoso para o benefício próprio.
Em segundo aspecto, a dificuldade de adaptação de idosos à tecnologias pode culminar em golpes monetários. A inserção de bancos no mundo digital permite que transações financeiras ocorram de maneira instantânea através de aplicativos do telefone móvel. Todavia, aparelhos de pessoas sem devido conhecimento tecnológicos são suscetíveis à ataques de “hackers” -criminosos da área de Informática-, que podem roubar dados e dinheiro da conta bancária.
À vista disso, é necessário que o Estado tome medidas para combater a problemática. O Ministério Público precisa arquitetar maneiras para que os idosos possam compreender questões contratuais, por meio de consultas gratuitas de técnicos jurídicos e palestras em asilos e centros recreativos sobre a violência financeira. Deste modo, a terceira idade poderá usufruir de sua aposentadoria e, diferente de “South Park”, não serem enganados.