Violência financeira contra idosos
Enviada em 10/10/2021
Na obra Utopia, de Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, isenta de conflitos sociais, em que os cidadãos convivem pacificamente. Fora da ficcção, entretanto, na contemporaneidade brasileira, tal convivência harmônica não é vivenciada, uma vez que a ocorrência da violência financeira contra idosos configura uma prática desrespeitosa e pode causar severos danos psicológicos às vítimas. Nesse contexto, cabe analisar os fatores que motivam o abuso do patrimônio de idosos, tais como a busca desenfreada por acúmulo de capitais e a inoperância governamental.
Mormente, é fato que a obsessão por lucro implica diretamente nas relações sociais. Sob esse prisma, conforme o sociólogo Karl Marx, a desvalorização do mundo humano aumenta com a valorização do mundo das coisas. Nesse viés, depreende-se que o desejo incessante de evoluir economicamente determina uma banalização das relações afetivas e propicia as manifestações agressivas, sobretudo a infrigência da segurança patrimonial dos idosos. Dessa forma, a hipervalorização de condições materiais faz com que os idosos sejam usados como meios de ascender financeiramente, o que configura um contexto opressor e pode resultar em severos danos psicológicos. Assim, a negligência diante das relações sociais e o apego ao dinheiro torna a população idosa mais suscetível ao abuso financeiro.
Outrossim, torna-se evidente a influência do descaso do governo diante da agressividade contemporânea. Isto posto, segundo o filósofo Platão, o homem tende a cometer erros quando não há um instrumento regulador. Sob essa análise, infere-se que é de suma revelância a presença de mecanismos que controlem as falhas da sociedade, incluindo a violação dos patrimônios dos idosos. Entretanto, a escassez de regulamentações efetivas impede a fiscalização e punição contra atitudes abusivas e, por conseguinte, torna os idosos mais suscetíveis à violência financeira. Assim, a negligência estatal assume grande papel na vulnerabilização da economia dos idosos.
Portanto, é imprescindível cessar a violência financeira contra idosos no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos, responsável por zelar pela população marginalizada, assegurar a proteção idosa adequada, por meio de campanhas e palestras públicas, a fim de alertar sobre os danos psicológicos causados pelo abuso financeiro. Além disso, cabe ao Ministério da Justiça assegurar a defesa adequada, mediante ao investimento em ações da Polícia Federal, com o objetivo de fiscalizar e punir os abusadores de maneira eficiente. Assim, o respeito aos idosos será vivenciado de maneira ideal, conforme a obra Utopia.