Violência financeira contra idosos

Enviada em 12/10/2021

O Brasil tem enfrentado, com frequência, problemas sérios e até constrangedores, como a corrução e a falta de ética governamental em não informar às pessoas idosas sobre a violência financeira - duas mazelas fundamentais que, não existindo, deixariam essa essa parcela da população ciente dos riscos de alguns contratos, empréstimos e compras para terceiros. Além disso, o idoso por medo de denunciar o problema acaba se prejudicando ainda mais.

Em primeiro plano, deve-se entender que a corrupção presente nas instituições financeiras que prestam serviços de base contratual à pessoas idosas não deveria existir. Logo, faz-se necessária a ampliação da fiscalização governamental com o intuito de aprimorar a proteção dos idosos financeiramente. Nesse sentido, as fraudes contratuais e clausulas abusivas diminuiriam e o idoso ficaria menos exposto a esses riscos.

Em segundo plano, vale ressaltar a falta de ética governamental em não massificar a informação para a pessoa idosa sobre a existência da violência financeira, o que agrava ainda mais o problema. Dessa maneira, os casos como de Maria Rosa de 80 anos, que no ano de 2015 em entrevista ao Estadão, informou que uma instituição financeira realizava saques de sua conta bancária indevidamente, se tornariam menos recorrentes. Nesse ambito, seria essencial a disponibilização por parte do governo a divulgação da existência deste tipo de violência.

Portanto, para que práticas discursivas e transformadoras sejam estabelecidas sobre a violência financeira contra idosos, deve-se fazer uma maior fiscalização por parte do governo nas instituições financeiras que realizam empréstimos ao idoso. Assim, caberia ao Estado disponibilizar verbas para a criação de um novo departamento, que ficaria responsável por essa demanda de fiscalizar tais estabelecimentos. Nessa perspectiva, o idoso estaria menos exposto às mazelas da violência financeira.