Violência financeira contra idosos
Enviada em 11/10/2021
´´O Limite da Traição´´ é um filme que narra os dissabores de Grace Waters na luta contra seu marido ganancioso e interesseiro. Com isso, a protagonista vive uma série de extorsões financeiras e, finalmente, descobre que era apenas mais uma vítima dentre outras mulheres mais velhas. Logo, semenhantes cenas recriam, rotineiramente, a violência financeira contra os idosos, pois a falta de conhecimento da vítima e a ausência de dispositivos de confiança nos bancos são noções que relegam muitos idosos ao prejuízo.
A princípio, o semblante frágil e solitário dos idosos é aproveitado por muitos indivíduos para extorquir dinheiro. Essa verdade contempla a arquitetônica arma´´Cavalo de Troia´´, presente concedido pelos gregos aos troianos, mas que guardava soldados em seu interior, como uma tentativa silenciosa de destruir a cidade e vencer a guerra. Nesse viés, a camufla de bons auxiliadores existe em vários locais e a população senil sofre com essa presença. Sobre isso, a falta de conhecimento das vítimas oportuniza a iniciativa da violência financeira, pois os idosos não autônomos e sem familiares são submetidos a auxílios pouco confiáveis. Desse modo, a autonomia e o pleno conhecimento da população senil serão vetores responsáveis por harmonizar o quadro citado.
Outrossim, a falta de meios de comunicação mais seguros e que consideram a confiabilidade da empresa é um incentivo para a violência financeira. Tal acepção dialoga com o termo ´´Instituições Zumbis´´, criado pelo filósofo Zygmunt Bauman para dimensionar o caráter cadavérico e inerte das corporações frente os problemas. Nesse contexto, as carências institucionais são responsáveis pela ocorrência de extorsões, pois a comunidade senil não encontra alicerces seguros para efetuar seus empréstimos. Em vista disso, a lógica se reproduz ainda mais com a dificuldade no acesso às contas e transações econômicas, as quais não são facilitadas para o manuseio do idoso. Em suma, a omissão de dispositivos de confiança renova, rotineiramente, a violência financeira.