Violência financeira contra idosos

Enviada em 26/10/2021

Violência financeira se dá pela apropriação indevida de patrimônios e bens, como imóveis e dinheiro, por terceiros, sendo um crime. Idosos, que são vistos como “mais vulneráveis”, geralmente são o alvo desses criminosos que constituem-se de supostos bons cidadãos inocentemente oferecendo alguma ajuda ou até mesmo de familiares e amigos próximos das vítimas, além de golpes via mídias sociais. Infelizmente essas ocorrências não são tão raras de acontecer e muitas vezes poderiam ser evitadas com algumas medidas simples, como maior conscientização dessas malícias e acompanhamento do idoso.

Muitos idosos vivem sozinhos ou não têm uma convivência constante de algum parente de confiança, por isso tendem a ir desacompanhados a lugares como bancos, onde são facilmente avistados por algum indivíduo mal intencionado que pode fingir ajudá-los, apenas para aplicar golpes e clonar suas informações sem que eles mesmos percebam. O perigo, contudo, não é presente apenas em desconhecidos; muitos casos de violência financeira contra idosos são aplicados por familiares da vítima, geralmente em casos envolvendo imóveis, aposentadoria e herança.

Além dos casos citados anteriormente, ainda outras situações corriqueiras dessa ocorrência são os golpes cibernéticos, ou seja, os crimes cometidos via computadores e sites online, mais comumente em redes sociais como Whatsapp e Facebook. Nelas, os criminosos se passam por quem não são, como pessoas oferecendo empréstimos e outros serviços, e familiares pedindo dinheiro. Devido a inocência, vários idosos expostos a esses golpes acabam caindo nos mesmos todos os dias.

Em vista do apresentado acima, é nítido que a violência financeira contra idosos é um problema presente nos dias atuais e precisa ser combatido. A principal causa, a falta de conscientização, pode ser minimizada por meio de programas informativos sobre esses golpes, tanto os cometidos em pessoa quanto os cibernéticos, que seriam transmitidos em vias comunicativas abertas e de fácil acesso, como o rádio e a televisão aberta, além de esforços conjuntos para que pessoas próximas dos idosos também os auxiliem quanto a desinformação. Essas medidas podem ser tornadas possíveis pelos órgãos cabíveis, como por exemplo o Ministério da Cidadania e seus afins.