Violência financeira contra idosos
Enviada em 14/10/2021
A violência financeira contra idosos se constitui na apropriação ilícita de bens, salários ou rendimentos, interferindo no bem-estar e na saúde financeira dos idosos. Segundo a Central Judicial do Idoso, 30% dos mais velhos sofrem ou já sofreram violência financeira, e, em sua grande maioria, cometida pelos próprios familiares, tendo como motivação a grande vulnerabilidade por ser analfabeto ou então por conta de não entender claramente os novos recursos tecnológicos, resultando em dívidas e interferências na qualidade de vida. Logo, convém discutir e analisar as causas e consequências da violência financeira contra os idosos, já supracitadas, bem como apresentar uma possível medida.
Diante desse cenário, é possível definir a vulnerabilidade trazida pelo analfabetismo e a falta de conhecimento sobre as tecnologias como as principais causas para a ocorrência da violência financeira contra idosos. De acordo com o G1, 18% da população acima de sessenta anos é analfabeta, o que contribui muito para que os idosos sejam enganados, tanto por instituições financeiras, com cheques, contratos e empréstimos, como também pelos próprios familiares, com assinatura em documentos e login em celulares. É inaceitável a continuação desse cenário no Brasil, visto que a Constituição Federal assegura os direitos de dignidade da pessoa humana e propriedade, os quais são violados com essa prática violenta.
Além disso, pode-se notar que algumas das principais consequências da violência financeira contra os idosos são as dívidas acumuladas e a falta de bem-estar e qualidade de vida. Com os enganos promovidos pelas instituições financeiras e familiares, os idosos acabam contraindo inúmeras dívidas, o que afeta diretamente sua qualidade de vida - acesso ao lazer, atendimento médico, alimentação, etc. Entretanto, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante o bem-estar, o atendimento médico e o lazer como direitos, o que é forte e negativamente afetado pela violência financeira, já que deixa o idoso com poucos recursos, sendo, então, inadmissível.
Destarte, compete ao governo a criação de um grupo, dentro do Ministério de Defensoria Pública, que seja responsável por uma fiscalização mais profunda e eficaz contra a violência sofrida pelos idosos. Por meio de cruzamentos de dados bancários, aplicativos e denúncias, esse grupo deve investigar e assegurar aos idosos todos os seus direitos previstos em lei, contando com o apoio dos policiais militares de todas as cidades. Espera-se, com isso, que esse tipo de violência seja exterminada, que a qualidade de vida seja devolvida e a lei cumprida.