Violência financeira contra idosos

Enviada em 11/10/2021

É inegável que, em consonância com o escritor irlandês Oscar Wilde, " a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação". Tal assertiva pode associar-se à necessidade de combater à violência financeira contra os idosos, sendo, por conseguinte, suscitada pela vulnerabilidade dos idosos e negligência estatal. Desse modo, é fulcral que intervenções sejam angariadas a fim de mitigar esse descaso.

A priori, cabe ressaltar que, a violência monetária é ocasionada devido à apropriação ilícita, por terceiros, de bens, salários ou rendimento de uma pessoa senil. Nesse sentindo, vê-se que familiares e terceiros aproveitam da vulnerabilidade do idoso para realizarem empréstimos , financiamentos e saques em bancos, por exemplo, sem o consentimento da vítima, desencadeando, por consequência, dívidas e falências. Desse modo, vê-se que esse ato é mais prevalente em pessoas idosas com comprometimento cognitivo ou dependência funcional que dificulta os cuidados da própria finança.

Outrossim, parafraseando o Estatuto do Idoso, configura-se crime a prática de apropriação de bens e desvio provenientes de qualquer rendimento do idoso. Entretanto, essa norma não é efetivada com rigor na prática, à proporção que há negligência estatal para combater a opressão financeira contra o sêniores. Desse modo, observa-se que tem-se escassez de informação , pelo governo, para denunciar esse descaso.

Dessarte, é crucial que medidas sejam deliberadas a fim de atenuar esse dilema. Diante disso, é imprescindível que os serviços extrajudiciais, como cartórios e contadores, por exemplo, reforcem medidas preventivas para reduzir práticas abusivas, como a movimentação em contas bancárias sem o consentimento do cidadão e herança antecipada, por exemplo. Ademais, cabe ao governo divulgar, por meio de propagandas televisivas, o número do Disque 100 cuja função é denunciar a violação dos direitos, como a opressão da autonomia financeira e maus-tratos, como psicológico. Assim, ter-se-á a redução da violência financeira contra os anciões no Brasil.