Violência financeira contra idosos

Enviada em 11/10/2021

É notório o desejo das pessoas em qualquer parte do mundo e momento histórico poder chegar a terceira idade, pois envelhecer indica tempo de vida. Porém, para muitos, essa etapa final da vida tem sido um tanto traumática devido a enormes agressões que são registradas todos os anos aos idosos. Assim, se faz necessário a aplicação de politicas de proteção ao idoso, que necessita ser socialmente protegido. Devido principalmente as suas limitações físicas, o idoso fica à mercê de golpes e abusos de instituições e pessoas físicas e entre essas agressões temos a financeira como campeã.

A princípio, a violência financeira lidera as agressões registradas ao idoso seguido da violência psicológica. Conforme a Central Judicial do Idoso do DF, as queixas lideradas correspondem a 30% do total das agressões seguido posteriormente de violência psicologia, negligência e agressões físicas.  Essas ocorrem desde cláusulas abusivas realizadas por financeiras até a apropriação de dinheiro por familiares.

De outra parte, as limitações físicas que abatem sobre os idosos desde dificuldade para enxergar, audição limitada, passos lentos, equilibrio prejudicado, tato reduzido, aliado ao fato da população idosa, popularmente demonstrar uma maior confiança no outro faz deles um alvo em potencial. A esse respeito pessoas abusam psicologicamente, fisicamente e financeiramente. Não repassando informações adequadas ou se valendo da ideia que por ser idoso não percebeu as condições que foram apresentadas no contrato.

Portanto, se faz necessário que o idoso seja protegido socialmente contra todo tipo de agressão e a isso inclui a financeira. Devem ser criadas por iniciativas do Ministério da Justiça e Ministério dos Direitos Humanos leis que fortaleçam o Estatuto do Idoso e a criação de agentes públicos para fiscalizar as ações e abusos, como uma delegacia especializada e escritórios de atendimento a essas vítimas com poder sobre agentes financeiros. Essas ações devem ser de abrangência nacional e acompanhadas de propagandas de conscientização da população em rádio, televisão e mídias sociais para proteção do idoso e divulgação de canais de comunicação para denuncias de maus tratos.