Violência financeira contra idosos

Enviada em 04/11/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, a violência financeira contra idosos impede a realização dos planos de More. Esse cenário adverso é fruto da negligência estatal e da falta de conscientização popular.

Inicialmente, é notável que a negligência estatal é fator determinante para a perpetuação da problemática. Nesse viés, dados do Centro judiciário do idoso, 30,9% dos idosos já sofreram violência financeira. Dessa forma, a continuidade de dados ferem a legislação e demonstram a incapacidade estatal de garantir os direitos presentes na Constituição federal. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Outrossim, o filosofo existencialista Jean-Paul Sartre, discorre em suas obras que o homem é condenado a ser livre sendo assim responsável por todos os seus atos. Dessa forma, uma sociedade que não se compromete com a resolução desse empecilho também é culpada pela situação atual, uma vez que a mesma é a principal ferramenta de mudança de uma democracia. Tudo isso retarda a resolução desse imbróglio e impedir o desenvolvimento da nação.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para conter a violência financeira contra os idosos. Assim, o Ministério da Justiça deve por meio de modificações na legislação com a função de punir mais severamente os praticantes desses crimes. Além do Ministério da Cidadania, juntamente com as instituições bancárias promoverem um auxílio maior aos seus contribuintes idosos, a fim de dificultar e coibir esses crimes. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.