Violência financeira contra idosos
Enviada em 26/10/2021
De acordo com o filósofo grego Platão, em sua obra “A República”, os indivíduos deveriam viver com sabedoria, o que permitiria a contemplação de todos. Entretanto, hodiernamente, a dificuldade de respeitar os mais velhos tem contrariado o antigo pensador, uma vez que situações deliberadas e imorais referentes a agressões financeiras acometem milhares de idosos no país. Nesse contexto, essas impertinências são resultado de uma debilitada instrução nacional, além da impunidade.
Diante disso, é válido destacar que o fraco ensino brasileiro contribui para o agravamento da problemática. Nesse sentido, os abusos contra o patrimônio dos anciãos é fruto de uma orientação que não trata da importância da reverência aos mais velhos, dado que, segundo o filósofo Platão, as injustiças são resultado de uma educação deificitária. Nessa ótica, o Ministério da Educação -MEC- é falho ao não promover medidas que estabeleçam a magnitude do respeito aos experientes da sociedade, como disciplinas que dialoguem sobre o assunto nas instituições de ensino. Por conseguinte, por ausência de uma instrução adequada aos mais novos, os idosos sofrem vários tipos de violências, entre elas, a financeira - que representa mais de 30% do total de denúncias, consoante a Central Judícial do Idoso. Logo, observa-se a necessidade de uma orientação eficiente, reverter esse cenário.
De modo complementar, a branda legislação brasileira no tocante a violência aos idosos é outro obstáculo para o progresso. Sob esse viés, Carlos Lacerda, jornalista brasileiro, diz que a impunidade gera a audácia dos maus. Nessa perspectiva, a inexistência de leis que possam punir com maior rigor aqueles que se apropriem indenvidamente do patrimônio dos idosos incentiva indivíduos a praticarem delinquências contra essa parcela da população, visto que é um grupo mais vulnerável. Como resultado, em maio de 2020,mais de 5000 denúncias foram feitas contra a violência financeira aos mais velhos - conforme a Central Judícial do Idoso. Portanto, nota-se que pe preciso leis mais severas para coibir atos tão desonrantes.
Em síntese, constata-se que ações são necessárias nas esferas educaionais e legislativas. Destarte, o MEC deve, por meio da criação de uma disciplina, instruir os estudantes sobre a importância de respeitar as pessoas, sobretudo, os idosos - grupo que carece de uma maior atenção. Assim sendo, a matéria tem de ser ministrada desde o ensino básico e ir até o médio. Por fim, o ato tem como finalidade de que a violência contra os anciãos dimínua substancialmente. Ademais, os deputados brasileiros precisam, por intermédio de projetos de leis, aumentar as penas previstas para os criminosos que atentarem contra a integridade dos mais velhos.