Violência financeira contra idosos

Enviada em 13/10/2021

No filme de animação “UP: altas aventuras” conta a história de um senhor de idade que diariamente é forçado a abandonar sua cara por conta das pressões do mercado imobiliário. Esse tipo de atitude é uma violência contra os direitos dos idosos,  entretanto, não fica tão distante da realidade brasileira, que infelizmente, realiza golpes e fraudes se aproveitando da vulnerabilidade e desconhecimento de parâmetros legais. Desse modo, fica evidente o problema da violência financeira contra idosos no Brasil.

Preliminarmente, convém analisar que os golpes financeiros aplicados em idosos correspondem ao total de 30,9% das violências sofridas por esse grupo, segundo a Central Judicial do Idoso. Sob esse viés, analisa-se a tamanha vulnerabilidade que encontra-se as pessoas de idade, que são manipuladas por indivíduos de péssimo caráter, causando danos ao modo de viver da vítima, que fica sem parte do dinheiro que ganha e em constante endividamento. Por isso, da forma como é garantido no Estatuto do Idoso, eles devem receber um acompanhamento, no caso de não terem um responsável.

Outrossim, vale salientar que muito das fraudes que acontecem são também pela falta do conhecimento dos termos da lei. Uma vez que desses tipos de violência financeira contra idosos ocorre por parte de bancos que forjam empréstimos irregulares, mantendo a vítima refém sem ela saber que é um trâmite ilegal. Então, seria possível mudar esse cenário de calamidade mediante a educação, que ajudaria as pessoas a mudarem seu comportamento diante desses problemas e buscar ajuda, aparados pela lei, seguindo a lógica de Paulo Freire sobre o educar.

Portanto, diante do exposto, para resolver a problemática a respeio da violência financeira contra idosos, ações interventivas são indispensáveis. Para tanto, cabe ao Governo Federal estabelecer medidas socioeducativas e treinamento de profissionais, por meio de aulas em centros comunitários próprio para o ensino de idosos sobre seus direitos, junto de profissionais que estarão de prontidão para fazer companhia aos mais vulneráveis, para que o número de golpes e fraudes diminua, a fim de melhorar a qualidade de vida dos grupos da terceira idade. Assim, haverá uma sociedade mais justa que não perpetua as cenas tristes do filme “UP”.