Violência financeira contra idosos

Enviada em 30/10/2021

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, por mais que a violência financeira contra idosos seja tratado como algo sério, ainda assim existem obstáculos a serem superados, uma vez que a má intenção das pessoas prejudica a harmonia social. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito da ganância estruturada na sociedade, bem como a falta de políticas que garantam a punição adequada acaba por contribuir com a situação atual.

Em primeira análise, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, para definir o mundo globalizado, afirma que as relações sociais tendem a ser menos douradoras e frequentes, de modo que prioriza o individualismo. Desse modo, percebe-se a maldade inserida nas atitudes das pessoas, sendo que a busca por uma vida melhor e mais prazerosa torna os cidadãos gananciosos, a ponto de violentar um idoso pelo seu direito financeiro. Tanto que, de acordo com o Portal G1, a violência financeira contra idosos aumentou em 272%, sendo que a maioria dos crimes ocorre entre familiares. Por isso, cabe ao município intervir e resgatar a proteção dessa parcelada da população, com intuito de garantir os benefícios de uma vida de esforços.

Sob um segundo enfoque, na obra “a cidade do sol”, do escritor italiano Tommaso Campanella, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se padroniza na ausência de conflitos e de problemas. No entanto, sabe-se que essa harmonia difere na realidade, uma vez que os próprios familiares são os principais a aproveitarem da vulnerabilidade do idoso para fazer movimentações bancárias. Além disso, no Estatuto do Idoso, sabe-se que essa conduta é crime, porém as políticas ainda são muito fragilizadas, já que a punição pouco ocorre, e quando ocorre não é efetiva. Logo, é preciso que os próprios donos sejam ensinados a monitorar seus recursos, para que esse problema seja amenizado.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Justiça crie, por meio de verbas governamentais, projetos no Comitê de Segurança, sendo administrados por agentes penitenciários, para que a população seja amparada com os fiscalizadores virtuais, a fim de impedir que as transações nas contas bancarias alheias seja feita sem o consentimento do idoso, com a participação do monitoramento em casa, por meio de aplicativos que possibilita essa avaliação. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta a perspectiva de um mundo melhor.