Violência financeira contra idosos

Enviada em 15/10/2021

A partir da Constituição de 1988, estabeleceram-se os direitos inalienáveis dos cidadãos, como ​​à vida e à segurança. Porém, a violência financiera contra os idosos, a qual representa o apropriaçao ilegal de bens, demonstra a lacuna democrática que atinge esse grupo pelo abuso de sua vulnerabilidade e pela falha estatal.

Em primeira análise, é válido ressaltar que a maioria dos idosos não são adeptos à tecnologia moderna. Com isso, esses, muitas vezes, encontram-se expostos a golpes virtuais de terceiros que usam tal condição para garantir empréstimos bancários, assinaturas e repasse de bens privados. Essa situação foi amplamente retratada no filme “Eu me importo”, da Netflix, ao expor a fragilidade dos aposentados diante de pessoas exploradoras. Dessa forma, percebe-se que a violência financeira busca, sobretudo, o uso da vulnerabilidade social dos mais velhos.

Além disso, nota-se que o isolamento social dos idosos são consequência direta do abandono estatal. Nesse sentido, o Estado, o qual deveria garantir o bem-estar de todos os indivíduos, segundo o filósofo contratualista John Locke, encontra-se ausente para manter a ordem das relações sociais e, assim, prepondera-se o estado de barbárie contra os grupos mais vulneráveis. Dessa maneira, é importante ressaltar que o governo, quando não protege suas minorias, gera uma lacuna democrática que pode causar a manutenção de práticas enganosas.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas efetivas para o combate da violência financeira contra os idosos. Para isso, é essencial que o Estado, juntamente com as instituições privadas bancárias, promovam aulas de informática e orientação econômica a fim de ceder autonomia para os senis. Ademais, o Ministério da Mulher, Família e Desenvolvimento Humano deve ampliar ações assistencialistas para inserir os idosos no convívio social. Tal ato pode ser feito por meio de aulas entretivas, esportes e auxílios psicológicos. Com essas medidas, o Brasil poderá ser um país mais justo e digno para os mais velhos.