Violência financeira contra idosos
Enviada em 21/10/2021
Na ecologia, a relação denominada “Parasitismo”, acontece quando um indíviduo se alimenta ou se beneficia ás custas de outro ser, sem mata-lo. Fora da ciência, tal relação pode ser comparada com a que é vivenciada pelos aposentados e pensionistas, haja vista que são alvos, tanto das empresas, quanto dos familiares de induções para gastos maiores. Sob essa perspectiva, é cabível analisar os fatores facilitadores da violência financeira contra idosos, em decorrência da falta de representatividade familiar e da insuficiência legislativa.
Inicialmente, administrar os recursos financeiros na velhice é dificultoso, sobre tudo dentro de casa. Dados do serviço de denúncias da ouvidoria da Secretaria dos Direitos Humanos do Governo Federal (SDH), mostram que o abuso econômico é a terceiro maior no Brasil, tendo mais da metade envolvendo os parentes mais próximos como filhos, netos e sobrinhos. Dessa forma, percebe-se um desamparo, desrespeito e uma falta de representatividade para com o público mais velho, pois a escassez de confiança em suas famílias pode os tornar “presa fácil” de empresas desonestas.
Ademais, a insuficiência no seguimento da Lei 10.741/2003, contida no Estatuto do Idoso que prevê como crime desviar bens, dinheiro ou benefícios de idosos, aumenta a proporção dessa prática criminosa, por conta da falta de punição. Ainda, facilita para que os mais antigos sofram de abuso psicológico e físico, caso esses, não queiram liberar o seu cartão de crédito ou dinheiro e até insenta-los da possibilidade de procurar um centro de denúncia por medo e incapacidade, pois muitos se encontram acamados ou sem condiciomento físico para se levantar, dependendo apenas de pessoas que muitas das vezes os torturam e os exploram. Logo, nota-se que a sociedade está deixando de ver a terceira idade como seres que possuem direitos e que tem um papel importante dentro das interações sociais.
Portanto, medidas são necessárias para reverter esse cenário. Para que isso ocorra, o Poder Judiciário deve sancionar o cumprimento da lei que garante proteção aos idosos contra golpes e, juntamente com o Ministério da Mulher, da família e dos Direitos Humanos, fiscalizar os responsáveis pelos bens e finanças dos anciões, a fim de garantir que roubos entre familiares não passem desapercebidos. Ainda, o Ministério da Educação, deve promover palestras para uma abordagem didática sobre como não cair em siladas financeiras para a terceira idade, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre a temática. Assim, a realidade atual do público mais velho brasileiro será revertida numa mais justa e igual em direitos.