Violência financeira contra idosos
Enviada em 24/10/2021
É de conhecimento geral que a população idosa sofre com a negligência e a falta de garantia de direitos humanos, como a violência financeira. Essa problemática surge pois as vítimas se tratam de indivíduos altamente manipuláveis e que, muitas vezes, não possuem controle sobre as próprias finanças ou não entendem com clareza o funcionamento da sociedade hodierna. Segundo dados apontados pelo registro de denúncias, houve 33 mil casos de ataques variados contra pessoas mais velhas apenas no primeiro semestre de 2021. Diante disso, faz-se necessária a discussão acerca desse tema.
Na série “Round 6”, o protagonista conhecido como Gi-Hun sofre com vícios em apostas, o que faz com que o número de dívidas aumente progressivamente. Por consequência, ele se vê na necessidade de roubar o dinheiro de sua própria mãe, que passa por problemas de saúde e não possui condições de tratar. Fora da ficção, essa é uma realidade comum. É notório que o núcleo familiar pode se tornar explorador e oportunista, pois nele há indivíduos com acesso ao dinheiro, além de que podem escapar tranquilamente de alguns problemas jurídicos. Nesse cenário, pode ser observado que no codiano, qualquer relação sofre com a fragilidade nos vínculos afetivos, devido à ascenção da tecnologia e de um novo estilo de vida.
Outrossim, em outros ambientes os idosos também estão a mercê de problemas e fraudes no Brasil. Segundo o filósofo alemão Karl Marx, a desigualdade social está interligada com a criminalidade. Nesse contexto, ocorrem muitos roubos e furtos no país, e a população mais velha é tida como um alvo “fácil”. Há brechas na sociedade que possibilitem esse problema, como a deficiência na qualidade do sistema público geriátrico, a dificuldade na aquisição da aposentadoria , e a falta de ajuda ao idoso, o que faz com que o mesmo fique marginalizado socialmente.
Em suma, faz-se necessário que o governo, juntamente com o Ministério da Cidadania criem leis que intensificam a defesa dos direitos dos idosos. Além disso, é dever do poder judiciário fiscalizar com mais efetividade os casos envolvendo esses indivíduos. A mídia, deveria contribuir na divulgação de campanhas que visam a conscientização das pessoas sobre a importância da ajuda e do respeito aos mais velhos.