Violência financeira contra idosos

Enviada em 21/10/2021

No filme “Eu me importo”, é retratado como uma golpista pratica a violência financeira contra idosos, afirmando a guarda sobre os bens materiais desses senhores e extorquindo tudo que eles possuiam. Nessa perspectiva, um problema nocivo está em ascensão é a violência financeira contra idosos, desencadeada pela vulnerabilidade senil, e falta de informações sobre contratos, termos e como se proteger.

Nesse contexto, é válido ressaltar que diversos aposentados não possuem afinidade com a era tecnológica para obter informações e muitos tem dificuldade de leitura e interpretação. Desse modo, a vulnerabilidade senil é estruturada no analfabetismo, problemas com interpretação e na hipossuficiência, que fortalece a violência financeira contra os idosos com golpes, principalmente na internet, custos incorretos, acordos, empréstimos e serviços abusivos sem autorização desses indivíduos ou sem os informar sobre as cláusulas. Dessa maneira, mais de 31% dos idosos sofrem com esse tipo de violência, segundo dados do Tribunal de Justiça.

Em segundo lugar, vale salientar que o desamparo desses idosos que os deixam propensos a violência financeira é validada pela falta de informações e assistências. Outrossim, rotineiramente os idosos são coagidos por empresas ou familiares para que assinem procurações, empréstimos, quitem débitos e comprem bens para filhos ou netos, que acumula muitas dívidas e reduz o recebimento da aposentadoria, devido a desinformação e falseação de seus direitos. Dessa maneira, como demonstrado no filme a prática desses golpes, fortalecidos pela falta de informação adequada, seja pela linguagem não acessível ou questões matemáticas envolvendo cláusulas e juros, validam a situação vulnerável dos idosos atreitos à violência financeira.

Portanto, é imprescindível que o Ministério da Cidadania, em conjunto com a Central Judicial do Idoso, promova políticas de segurança e informação para os idosos, por meio da disseminação de informações sobre golpes, fraudes, segurança financeira e como agir nessas situações, difundir através de todos os meios comunicativos como folhetos, outdoors e mídias, promover maior segurança com transparência e conhecimento sobre contratos, empréstimos ou acordos financeiros, com linguagem acessível, para garantir entendimento total do idoso em relação aos serviços oferecidos. Assim, reduzir a vulnerabilidade senil e os índices de violência financeira contra idosos.