Violência financeira contra idosos

Enviada em 27/10/2021

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os obrigados o direito à segurança e ao bem-estar social. Conquanto, a violência financeira contra os idosos impossibilita que parcela da população usufrua desse direito universal na prática. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de consciência financeira, quanto da falta de programas socioeducativos que forneçam uma boa educação financeira aos idosos. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade mais justa seja alcançada.

Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por manter o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Aguardando a falta de atuação das autoridades, os programas socioeducativos são quase inexistentes, o que provoca uma educação financeira precária aos idosos. Desse modo, faz-se mister a reformulação da postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de consciência financeira dos idosos como promotora do problema. Partindo desse pressuposto, dados do site g1.globo.com demonstra que a violência financeira contra os idosos subiu muito nos últimos anos, só em Pernambuco houve um aumento de 272% no número de denúncias de tais crimes. Tudo isso retarda a resolucão do empecilho e perpetua esse quadro deletário.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Destarte, com o intuito de mitigar a violência financeira contra os idosos, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério Público do Adulto, será revertido na promoção de programas e palestras socioeducativas sobre educação financeira, com o objetivo de conscientizar os idosos sobre o quão importante é ter conhecimento sobre os seus próprios patrimônios, afim de evitar sofrer com golpes e violência financeira.