Violência financeira contra idosos
Enviada em 24/10/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, no que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a violência financeira contra o idoso apresenta barreiras as quais dificultam a concretização dos planos de more. Esse cenário antagônico é fruto tanto da carência governamental, quanto da pobreza de informação. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que à violência financeira sofridas pelos idosos deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido á falta de atuação das autoridades, essa parcela da sociedade se torna vulnerável, principalmente em se tratando da apátia de compaixão que traz consigo um cenário em que os idosos são enganados e até manipulados muitas vezes por familiares, através de registros de assinaturas ou por motivos de precisarem de ajuda para meios bancários e registros específicos. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Em paralelo, a falta de informação é um entrave no que tange ao problema. Durkheim afirma que o indivíduo só poderá agir na medida em que conhecer o contexto em que está inserido. Entretanto, muitas pessoas ainda desconhecem a realidade da violência financeira ao idoso visto que o gerador dessa escassez são os cenários em que muitos dos idosos que sofrem com esse quadro, são analfabetos e que não reconhecem seus direitos e beneficiamentos, se tornando pessoas incapazes de intervir em sua proteção e em seu domínio pessoal. Desse modo, é preciso trabalhar para combater a falta de conhecimento sobre o problema e superá-lo.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, o Governo Federal deve criar uma agenda específica para o tema, por meio da organização de fundos e projetos, a fim de reverter a inércia estatal que afeta a violência financeira contra o idoso. Tal ação pode, ainda, contar com consultas públicas para entender as reais necessidades da população. Paralelamente, é preciso intervir sobre a negligência de informação presente no problema. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.